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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Cantora, de 11 anos de idade, lança seu terceiro CD

 
A cantora gospel Bruna Cominatto, de Campinas (SP), lança seu terceiro CD, intitulado “Fiel Consolador”. Com este lançamento a garota totaliza três cds gravados, o primeiro ela lançou quando tinha, apenas oito anos de idade, o segundo “Forkids mis-doce vida” lançou em 2004, quando tinha nove anos; e agora com 11 anos, lançou  o terceiro.

Passando por vários ritmos, apostando até em corinhos de fogo, a adolescente mostra que tem talento e encara a carreira de forma profissional. Com bastante equilíbrio, domínio e conhecimento. Ela mostra sua performer musical, através de sua voz encantadora em canções que falam de Deus e a vida religiosa.  

Confira a música no vídeo abaixo:



 
 
 



 

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

32ª Lavagem de Itinga acontecem nos dias 28 e 29 de novembro

*Adailton Reis (adailtonreisbahia@hotmail.com)/Imagem: Osmar Bahia.

 
Neste ano, a trigésima segunda Lavagem da Praça do Caranguejo, localizada no bairro de Itinga, acontece nos dias 28 e 29 de novembro. Segundo a Acrebia, organizadora do evento, apesar da festa ser realizada em três dias, o prefeito Marcio Paiva (PP), determinou que fosse comemorada em dois dias como forma de reduzir custos e oferecer melhor estrutura ao folião. Até o momento não foi divulgado as atrações deste ano.
 
A Associação de blocos de Itinga (ABI), também ainda não divulgou os blocos carnavalescos que irão desfilar no circuito da festa. Segundo o presidente da instituição, Marivaldo Silva, por conta dessa redução dos dias, a programação passa por um ajuste, por isso ainda não foi divulgado oficialmente.

domingo, 30 de agosto de 2015

De smartphones, índios aderem às redes sociais em reserva na Bahia


“É a forma mais rápida de a gente se comunicar. A gente já está civilizado mesmo, né? Então, tem que usar"


 
Na mão direita, o psicopedagogo Lymbo Perigipe, 39 anos, segura um smartphone com sistema operacional Android. Como muitos brasileiros, está insatisfeito com a cobertura da operadora de telefonia. “Quando a gente vai mandar as mensagens no WhatsApp para os amigos, nem dá para responder. Fica avisando que já gastou 80% do 3G, depois vem 100% e acabou tudo. Essa operadora fica roubando meus créditos”, queixa-se.

Até aí, nada muito diferente. Mas, na mão esquerda, Lymbo ostentava uma chanduka – um cachimbo típico da tribo indígena Fulniô. “São dois meios de comunicação”, diz, referindo-se tanto ao celular quanto ao apetrecho. “Esse aqui é para se comunicar com a natureza, que é a nossa espiritualidade, e esse aqui (o smartphone) é para falar com vocês que não sabem fazer sinal de fumaça”, brinca, apontando para os não-índios que visitavam a reserva indígena Thá-fene, em Lauro de Freitas, na quarta-feira.

(Foto: Evandro Veiga/Correio).

Lymbo é um dos 12 índios que vivem no local, que fica a pouco mais de 10 quilômetros do centro do município da Região Metropolitana de Salvador. Em um terreno de 28 mil metros quadrados, membros de duas etnias – Fulniô, de Pernambuco, e Kariri Xocó, de Alagoas - convivem como uma pequena sucursal de suas tribos originais. Aqui,  a reserva virou ponto de encontro desses índios, que têm como traço marcante de sua cultura o fato de serem nômades. Em algumas épocas do ano, a reserva chega a receber 40, 50 índios de uma vez.
Só que o sinal de fumaça já ficou antiquado para contatar quem ficou nas aldeias. Índio também quer fazer parte do mundo do Facebook e do WhatsApp. “A gente usa  Skype também. Dos mais novos, todo mundo tem. Agora, os velhos não têm, não. Eles dizem ‘isso é coisa do cão’”, conta a índia Cynthia Santos, 22, que é dos Kariri Xocó, mas veio para a Thá-fene pela primeira vez há dez anos.
“É a forma mais rápida de a gente se comunicar. A gente já está civilizado mesmo, né? Então, tem que usar. Se acontece alguma coisa, a gente fica sabendo na mesma hora”. 
Conexão
Na Thá-fene, não existe Wifi. Apesar de terem um modem de internet para computador, a melhor opção para eles é a internet 3G dos celulares  –  para  infelicidade de Lymbo. O líder da tribo (ele não quer ser chamado nem de pajé, nem de cacique), Wakay Cícero Pontes, 41, usa a conta que tem no Facebook há cinco anos para divulgar oficinas realizadas pela tribo, além de seu próprio trabalho como cantor. Wakay já gravou um CD e chegou a vender 17 mil cópias, com músicas  escritas, cantadas e tocadas por ele em sua flauta.
“Tá ali a televisão, o celular, todo mundo agora com a mente ocupada. Mas eu crio metas,  crio movimentos onde se interaja, para passar por uma reciclagem”, conta ele, enquanto mostra, na TV de LCD, vídeos de apresentações de música que fez este ano, gravados em um pendrive. Mas ele garante que, apesar de toda a tecnologia que chega na reserva – na cozinha, por exemplo, há até uma sanduicheira elétrica –, os costumes tradicionais não mudam.
Nas paredes, há pinturas e palavras escritas em yatê, a língua original das tribos. No centro da sala, ao lado da televisão, várias flechas, flautas, arcos, pedras e peças de artesanato parecem compor um santuário. “Mas isso aqui é meu armário”, diz Wakay, enquanto mostra seus instrumentos e até um pedaço de meteorito, que teria caído na mata há alguns anos.   

“Você não pode chegar na casa de um indígena de origem e só encontrar geladeira, televisão”, acredita Wakay. Para ele, as características do resgate e da preservação da identidade, “cabe a cada um se conscientizar”. “Por que não juntar o útil ao agradável? O que tem a ver tecnologia e responsabilidade cultural? Elas estão juntas”, conclui. 

Os índios garantem que ninguém deixa de fazer nenhuma obrigação da aldeia devido à vida na cidade. Na época do Ouricuri, um dos principais rituais tanto dos Fulniô quanto dos Kariri Xocó, não tem internet, celular e televisão. “Quando a gente está lá, isso daí é abominado. Não existe, até porque não tem energia, luz, essas coisas. É tudo natural. A gente vai para a mata para carregar as energias e fica afastado de tudo. Só tem fogueira e mata”, conta a índia Cynthia. O Ouricuri pode durar até três meses e só índios têm permissão para participar. No caso dos Fulniô, acontece em setembro. Já para os Kariri Xocó, em janeiro.   

E, mesmo chateado com a falta de 3G, Lymbo diz que o tempo da família é sagrado. “A tecnologia ajuda muito, mas a gente não pode viver em função disso, porque rouba nossa energia. Nós temos que ensinar as crianças a valorizar a própria energia”, filosofa. Fonte: Thais Borges/Rede bahia.


quinta-feira, 9 de abril de 2015

Homem que teve nome em Judas, diz não ofendido


Por Adailton Reis (adailtonreisbahia@hotmail.com).


Adenilton faz questão de afirmar que é Judeu.

O garçom Adanilton Oliveira, que teve seu nome representando o Judas deste ano, no Largo do Caranguejo, em Itinga, se diz não ofendido. Segundo ele, encarou o episódio como uma “brincadeira”.

Adenilton é apelidado entre amigos e colegas por “Pastor Pimenta” ou “Pastor Punheta”,mas demonstra não ligar com os apelidos tendenciosos. Ele se considera judeu e diz que estuda a Bíblia há muitos anos e acredita, que Judas não foi um traidor. Ele explica que segundo seus estudos bíblicos: “Tudo é interpretação! No Séc. I, nos manuscritos de Judas não há indícios de traição, mas naquela época Padres Monges de correntes Anti semita modificaram os entendimentos, por que eles falavam o Latim e não entendiam 100% as escritas Hebraica e Aramaica, com isso deu-se o contexto segundo seus entendimentos”- explica.

Para ele a traição é uma fraqueza do ser humano, que pode ser regenerada durante sua vida na terra. Caso contrário pagará toda a consequência do mau, inclusive, dependendo do grau da maldade, começa a pagar desde a vida terrena até a vida espiritual.




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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Biblioteca Pública exibe Mostra de Cinema Negro


 
Acontece a partir de hoje a 1ª Mostra de Cinema Negro na Biblioteca Pública do Estado da Bahia, localizada nos Barris, em Salvador.Os filmes serão exibidos na sala Walter da Silveira e seguem nos dias 28, 29,30 e 1º de dezembro e serão exibidas sempre às 15h, com exceção no sábado (29) que terá duas sessões às 15h e 16h.

Serão exibidos os filmes Igi Obá Nile- Memórias de Mãe Raidalva (2014); A boca do Mundo- Exu no Candomblé (2011); O Dia de Jerusa (2014); Tango Negro: As Raízes Africanas do Tango e Serra do Queimadão.

No final das exibições haverá debate com professores. O evento está sendo realizado pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). Entrada gratuita.

Confira a programação: http://bit.ly/1FsUbNw

 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Prorrogadas as inscrições para o 1º Edital de Cultura de Lauro de Freitas.

A Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas - através da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult) - comunica que as inscrições para o 1º Edital Cultural - Cuidando da Cultura, foram prorrogadas até o dia 14 de outubro de 2013.
 
A documentação deverá ser entregue na sede da Secult, no Centro de Referência da Cultura Afro Brasileira, Terminal Turístico Mãe Mirinha de Portão, de segunda a sexta-feira, das 8 às 15 horas.
 
Clique aqui e confira a Portaria Secult nº 03, que prorroga as inscrições!
Clique aqui e saiba mais sobre o 1º Edital Cultural - Cuidando da Cultura!
 
 
Fonte: DECOM PMLF.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

IV Amostra de cultura será neste sábado (08).


CONFIRA ALGUMAS ATRAÇÕES DA IV AMOSTRA CULTURAL DE LAURO DE FREITAS










AMOSTRA CULTURAL
GRUPO BAMBOLÊ BALANÇO
15 HORAS
PRAÇA DA MATRIZ
LAURO DE FREITAS

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Mesmo sem muito recurso, Lavagem do Caranguejo aconteceu neste fim de semana.

*Adailton Reis/ Lauro News.

Tradicional Cortejo da Lavagem.


Apesar de pouco dinheiro, a associação cultural recreativa e beneficente do bairro de Itinga e adjacências (Acrebia) conseguiu realizar a 29º  Lavagem do Largo do Caranguejo que aconteceu em Itinga neste final de semana.

Este ano, o festejo passou por várias situações complicadas que quase impediram sua realização, como a falta de apoio financeiro da prefeitura, segundo a própria Acrebia.
Considerada uma das maiores festas da cidade, a lavagem faz parte do calendário de eventos de Lauro de Freitas.

Alguns comerciantes e foliões reclamaram da festa mais discreta desta edição, mas não deixaram de comemorar a data, como o professor e historiador Gildásio Freitas. “Considero esse bairro como uma vitrine de talentos e a lavagem como grande encontro de celebração dos artistas, pessoas honestas e trabalhadoras”, conta.

Já Elenice Carvalho, de 59 anos, que aproveitou a festa para ganhar um dinheiro como ambulante, reclamou: “Tenho 12 anos aqui e nunca vi uma situação dessa. Essa foi a mais fraca que já teve”.

Todos os anos são esperados políticos e autoridades que participam do evento, mas nesta edição só uns gatos pingados foram prestigiar a lavagem, como Fábio Barros e Manoela Ferreira da secretaria de cultura.

Enquanto fazia a reportagem, o Lauro News não encontrou nem doutor Márcio nem Moema no festejo.



sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Lavagem do Caranguejo acontece neste final de semana.

Cortejo Cultural e o balaio de Caranguejo.

A tradicional festa de Itinga deste ano acontece neste final de semana. Diferente dos anos anteriores, este ano a festa será realizada em dois dias, no sábado (01) e no domingo (02) por falta de apoio da prefeitura.
As atrações ficam por conta das bandas e cantores locais. No domingo acontece o tradicional cortejo, apartir das 10h, logo após os desfiles dos blocos.


sábado, 28 de julho de 2012

Hoje tem o espetáculo "Melk Mercury é Fanático" no Cineteatro de Lauro de Freitas (BA).


Hoje (28) apartir das 20hs, no CINE-TEATRO de Lauro de Freitas, tem o espetáculo FANÁTICO com  o ator e poeta laurofreitense Melk Mercury.

Fanático vai entra em cena em forma de prosa, num recital performático.  o artista mostra a força poética de composições interpretadas pelas divas Elza Soares e Daniela Mercury.
Fanático é um solo poético performático baseado na discografia das extraordinárias interpretes brasileiras Daniela Mercury e Elza Soares.

Melk Mercury com sua ousadia, inovação e a força de sua voz recita de forma arrepiante vem ao longo de mais de uma década buscando se firmar no cenário artístico. Tiete ilustre de Elza Soeres e de Daniela Mercury, o artista pariu Fanático para mostrar a força da musicalidade brasileira.




DETALHES:

O QUE: MELK MERCURY É FANÁTICO - SOLO POÉTICO PERFORMATICO BASEADO NA DISCOGRAFIA DE ELZA SOARES E DANIELA MERCURY.
DATA: HOJE, 28 DE JULHO.
HORÁRIO: 19:30h.
LOCAL: CINE TEATRO DE LAURO DE FREITAS - Centro
INGRESSO: R$ 2 REAIS E UMA PEÇA D EROUPA USADA.
CLASSIFICAÇÃO: LIVRE.

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terça-feira, 24 de julho de 2012

Guilherme Arantes faz show inédito em Vilas do Atlântico.

Guilherme Arantes se mudou para Lauro de Freitas.


O cantor, compositor e pianista Guilherme Arantes, que mora em Lauro de Freitas, fará um show em Vilas do Atlântico pela primeira vez.

Completando 35 anos de carreira, o ícone da MPB, que foi homenageado por bandas de rock baianas com um CD de regravações, se apresentará no comando do seu piano e promete encantar a plateia cantando hits da carreira.

Sucessos como 'Planeta Agua', 'Cheia de Charme', 'Um dia, um adeus' e dezenas de outros sucessos devem entrar no setlist do artista. O show será realizado no Armazém Vilas.

A abertura ficará por conta do cantor Marcelo Timbó (Batifun), que fará um show intimista e o pré-lançamento do seu mais novo CD 'Seja Bem Vindo'. A abertura da casa será às 21h e o público contará com toda estrutura de bar e restaurante que o Armazém já disponibiliza a seus clientes. Os ingressos variam de R$60 a R$100. Fonte: Correio da Bahia.



segunda-feira, 16 de julho de 2012

Espetáculo Fanático volta a se apresentar em Lauro de Freitas.


O ESPETÁCULO "FANÁTICO" será apresentado no  DIA 28 DE JULHO às 19:30h no Cine-Teatro de Lauro de Freitas. A peça é um solo poético performatico do artitsa MELK MERCURY,  baseado na discografia das Divas Daniela Mercury e Elza Soares, com ingressos à  R$ 4,00 e R$ 2,00.

Abaixo, transcrição no perfil do artista no FACEBOOK, " Gente, Fanatico - Sintetiza minha arte! Venha assistir, tá lindo demais! E eu estou muito feliz em homenagear minhas ídolas! Vcs não têm noção do quanto estou emocionado e realizado com essa montagem que surgiu da minha cachola. Venha ver a parte do meu sonho sendo realizada e com certeza em muito breve o sonho completo, quando, efinm, conhecerei minhas Ídolas".





sábado, 14 de julho de 2012

Valdeck Almeida de Jesus em livro lançado no VI Congresso da ABEH.


O jornalista tem dois contos na obra e participa de livro que será lançado durante o Congresso Internacional sobre Diversidade Sexual e de Gênero, na UFBA, de 01 a 03 de agosto de 2012, em Salvador-BA.

A diretoria da ABEH divulgou a programação completa do VI Congresso Internacional de Estudos sobre a Diversidade Sexual e de Gênero, que irá ocorrer nos dias 1º, 2 e 3 de agosto na Universidade Federal da Bahia. Além da conferência de abertura de Jack Halberstam e das sete mesas redondas organizadas pela própria ABEH, a programação conta com a apresentação de cerca de 430 trabalhos em sessões de comunicação e mesas coordenadas e 12 trabalhos na mostra artística, além do lançamento de 30 livros e do show de encerramento, que será realizado no último dia do evento no Pelourinho, com a cantora Márcia Short e banda. O show contará ainda com a abertura de Divina Valéria. A parte artística também contará com uma apresentação da artista Ana Dumas, com seu carrinho multimídia.

As inscrições para participar do VI Congresso já estão encerradas. 700 pessoas estão inscritas, oriundas de 24 estados brasileiros e de alguns países da América Latina.

Resumo do livro: Este volume reúne nove textos de sete contistas dos mais diversos estilos e linguagens, voltados à temática homossexual. Esta edição 2012 da coletânea traz escritores de renome como Valdeck Almeida de Jesus, e orgulhosamente apresenta os contistas vencedores do 1º Concurso de Contos Escândalo: Bruna Borges, Cacá Moraes, Estevam Von Claus, Rodrigo Machado e Madson Milhome. Além destes, o livro conta com a presença do contista convidado Alexandre Melo. Seguindo a mesma proposta do volume 1, esta intensa coletânea vem mostrar a diversidade de gêneros, de conteúdo, de forma e de inspirações, fazendo desta uma publicação expressiva para os mais distintos e refinados gostos literários!

 
Título: Homossilábicas Vol. 2 (Contos)
Autores/as: Valdeck Almeida de Jesus, Bruna Borges, entre outros.
Editora: Escândalo
Ano de lançamento: 2012
Valor: 29,00.




FONTE: Recanto das Letras.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Grupo de Teatro de Lauro de Freitas ganha prêmios em Minas Gerais.


O ator Léo Santis, o organizador do FESTTO, André Luiz e o Diretor Duzinho Nery.

A Cia. Távola de Teatro, de Lauro de Freitas, acabou de ganhar três prêmios no FESTTO - Festival Nacional de Teatro de Teófilo Otoni, em Minas Gerais. O monólogo encenado pelo ator Léo Santis, dirigido e escrito por Duzinho Nery, “Gaiola, O Caçador de Solidão”, que se apresentou em mais de doze festivais pelo Brasil, trouxe para a Bahia, os troféus de Melhor Espetáculo Palco, Melhor Direção (Duzinho Nery) e Melhor Cenário (Marcos Costa), obtendo mais duas indicações, de Melhor Ator e Melhor Trilha Sonora.

Cena do espetáculo: GAIOLA, O CAÇADOR DE SOLIDÃO, com Léo Santis.

O espetáculo “Gaiola, O Caçador de Solidão”, se apresentou no último sábado (10/6), ás 21h00min, no SESC, integrando a programação oficial do FESTTO, com a lotação máxima do teatro, sendo aclamado pelo público e disputando com grupos de outros estados.

O ator Léo Santis e o diretor Duzinho Nery, na recepção do hotel do SESC.

A bela performance do ator Léo Santis, rendeu a Cia. Távola de Teatro, vários prêmios e seleções em festivais por todo Brasil. E neste ano, ainda se apresentará nos estados de Ceará, Rio de janeiro e São Paulo, representando a Bahia e Lauro de Freitas.

O diretor Duzinho Nery, está iniciando mais dois novos projetos para estrear ainda este ano (2012), com Léo Santis e novos atores, que vão compartilhar o sucesso da companhia. Fonte: Blog Catiripapu.blogspot.com.
 
 
 

terça-feira, 22 de maio de 2012

III Amostra de Cultura de Lauro de Freitas: Banda Saida de Emergência.

 A BANDA SAÍDA DE EMERGÊNCIA,  surgiu há alguns anos atrás com os 3 irmãos, BIA ANDRADE, VOCAL, LETICIA ANDRADE,BAIXO, JOÃO ANDRADE NETO,BATERIA, tocando em colégios, como Bartolomeu de Gusmão,  em festivais estudantis de musica, e também entre amigos e familiares.
Em outubro de 2011 a banda tomou  a estrada e apresentou uma nova formação, onde juntaram-se aos  imrmãos, mais 2 amigos nas guitarras e assim começaram a trilhar este caminho de iminente sucesso.  A BANDA SAÍDA DE EMERGÊNCIA, teve sua primeira grande aparição pública em Lauro de  Freitas, no ROCK IN LAURO, durante o carnaval de nossa cidade, e depois na II AMOSTRA CULTURAL DE LAURO DE FREITAS, e tem suas apresentações marcadas por um grande  público e fãs, apresentando um estilo próprio, cantando músicas autorais, e versões e releituras de artistas como PITY e CAPITAL INICIAL.

 
Constituem a banda hoje BIA ANDRADE, LETICIA ANDRADE, JOÃO ANDRADE NETO, JUARES SANTOS e DANILO VIEIRA. Nesse ano ainda, a banda gravou em stúdio músicas autorais, com vídeo, que podem ser assistidos na página do FACEBOOK, e está disputando uma eleição promovida pela casa de espetáculo GROVE BAR, através do endereço  https://www.facebook.com/questions/1015090312566420. ,  e alem disso já tem confirmado a seguinte agenda: dia 9/6/2012 na III  AMOSTRA CULTURAL DE LAURO DE FREITAS -  ITINGA, no Largo do Caranguejo e dia 10/6/2012     EUROPA CLUBE - LARGO DA DINHA - RIO VERMELHO.
A banda tem um fã clube oficial que prestigia as apresentações em nossa cidade e em Salvador.
  A banda na II Amostra Cultural de Lauro de Freitas.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Confirmado! Ivete Sangalo será Maria Machadão no remake “Gabriela”.

A cantora fará o papel no lugar da Regina Duarte!


Não há mais dúvidas. A cantora, e agora atriz, Ivete Sangalo está confirmada no remake de “Gabriela”, a nova novela das 23h baseada na obra do escritor Jorge Amado. A baiana – que fez sucesso como Raquel em “A desastrada de Salvador”, na série “As Brasileiras” – viverá a personagem Maria Machadão. Antes, segundo o blog de Patrícia Kogut, a atriz Regina Duarte era cogitada para o papel. A informação foi confirmada por Walcyr Carrasco, autor da nova versão de “Gabriela”, na noite desta quinta-feira (15) pelo twitter. “A grande novidade da noite: Ivete Sangalo realmente fará Gabriela! Ela será Maria Machadão! Estou felicíssimo. A @ivetesangalo vai arrasar como Maria Machadão!”,escreveu ele. A personagem é a dona do cabaré Bataclã, onde passa boa parte da novela. Ivete Sangalo ainda não comentou sobre o assunto.  Fonte: Ag. A TARDE. Foto: Blog Ivete Sangalo.


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Antônio Caranguejo recebe homenagens durante o festejo em Itinga.

Um homem que apesar de vida simples e humilde, porém dono da sabedoria da vida conquistou seu nome na história cultural desse município. Antônio Caranguejo, como era conhecido recebeu várias homenagens durante os festejo da 27ª Lavagem do Largo do Caranguejo. Falecido no mês de junho, desde ano, a comunidade sentiu muito a falta do homem que foi um dos primeiros a realizar a festa. Querido não só por promover o evento, mas por ser uma pessoa que tinha muitas amizades sadias e ser considerado um dos fundadores do bairro, ou seja um dos primeiro moradores. Ele recebeu homenagens de parentes, amigos, familiares, autoridades políticas e comunidade em geral.

Durante o início do evento seu caranguejo recebeu homenagens, aonde era sempre lembrado pelos apresentadores e convidados do evento. Durante o cortejo familiares vestiu a camisa com fotos do mesmo, que expressou a saudade eterna desse homem que deixou muitas lembranças.

A empresa de engenharia MRV, na obra de iniciativa público-privada, trouxe o monumento em homenagem ao ícone da cultura local. Durante a inauguração a banda Cori nagô pediu um minuto de silêncio, que foi atendido por todos. As autoridades políticas como a prefeita Moema Gramacho, o vice-prefeito João Oliveira, vereadores e lideranças do município demonstraram respeito para com a memória viva desse homem. O radialista Adailton Reis durante a saída dos blocos “É Só Alegria” & “Levada do CAIC” falou da importância que teve seu Antônio Caranguejo e a preservação dessa história para o bairro e para a cidade. Para ele “Caranguejo” não morreu, será sempre lembrado seja ao proferir o nome da praça ou eternamente em nossas mentes e corações. O mesmo elogiou a nova praça e conscientizou ao povo da conservação da mesma, como forma de amor e carinho a nossa cultura. Fonte: Adailton Reis.Foto: Acrebia.




sábado, 29 de outubro de 2011

Tiganá Santana: "Candomblé não precisa de proselitismo".


O músico Tiganá Santana, 28 anos, nascido em Salvador, responsável pelos cânticos e toques do Terreiro Tumbenci, condensa em suas composições a força da ancestralidade africana, enternecida por uma musicalidade brasileira, tão universalmente baiana, que a sua obra parece se rebelar contra as correntes. Em 2010, ele se mudou de Salvador para São Paulo, onde preserva uma "Bahia memorial". Nesse percurso, Tiganá consolidou uma elegância rítmica, um tempo concentrado, uma vocação para recriar a África e o Brasil, mas sem apelar para os símbolos fáceis da cultura negra de diáspora.

Pioneiro na composição e gravação de músicas em idiomas africanos, no disco "Maçalê" (significado: "o poder do Orixá em mim"), Tiganá Santana conquistou o respeito profissional de Naná Vasconcelos, Virgínia Rodrigues, Jussara Silveira, Márcia Castro, Roberto Mendes, entre outros, sem contar os artistas de sua geração que o tomam como influente interlocutor. "Ele sempre me lembra São Benedito. Ele tem um ar de santo. Ele tem uma postura elegante de santo", brinca o escultor e diretor do Museu Afro Brasil, Emanoel Araújo.

- Tiganá tem uma bela voz grave. E eu acho que ele é uma maravilha de cantor. Suas músicas, suas canções, deveriam ser mais conhecidas, deveriam ter mais alcance. Como ele é jovem, espero que conquiste o espaço que lhe é devido na música brasileira, para que seja reconhecido como grande personagem que é - aposta Araújo.

O jornalista e antropólogo Marlon Marcos, admirador do compositor, identifica em Tiganá "aquela entrega criativa só vista em artistas como Billie Holiday".
- E há também a noção do sujeito que nasceu para ser no mundo. Ainda que fale e venere raízes, a música de Tiganá é do mundo no mais amplo sentido de universalidade. Acomoda e incomoda como tem que ser a grande arte - acrescenta Marlon Marcos.

Nesta entrevista a Terra Magazine, Tiganá Santana descreve as suas influências culturais, comenta o lançamento de "Maçalê" e aborda sua vivência religiosa no Candomblé.
- São poucas, mas uma das coisas que me classificam espiritualmente, uma coisa fundamental, é o fato de eu ser um religioso. Ser religioso é diferente de você estar vinculado a uma religião, embora eu esteja e tenha responsabilidade quanto a isso. Mas o que quero dizer é que minha vinculação com o ser religioso se deve a uma espiritualidade anterior a tudo. Agora, tenho responsabilidade com um determinado segmento religioso, que é o Candomblé.

O compositor critica o uso "proselitista" de cânticos religiosos na música baiana. "O Candomblé não precisa de proselitismo. Não precisa de nada disso. Só precisa de respeito", critica Tiganá.
- Uma vez uma pessoa me contou que foi para o ensaio de um bloco afro, há muitos anos, e estava todo mundo dançando uma música que era a bola da vez. Quando foram consultar a sacerdotisa, porque a música parecia com alguma coisa de Candomblé, ela disse: "Pelo amor de Deus! Essa música é de Axexê! (cerimônia realizada após o funeral de um iniciado)". Sabe? Não precisa. Chegue lá, sente-se e componha alguma coisa em cima disso. Transforme, interprete e compartilhe com os outros - defende Tiganá Santana, que compõe nos idiomas Kikongo e Kimbundo.

Confira a entrevista realizada pela Terra Magazine em São Paulo.

Terra Magazine - Como foi a construção do disco "Maçalê"?
Tiganá Santana - Eu já tinha esse desejo de fazer um disco, mesmo sabendo que ele é uma fotografia, não é a paisagem. O fluxo de mobilização artística fica dentro e fora da gente e o disco, na verdade, encerra em forma de produto um excerto desse fluxo, que não é nosso. De qualquer sorte, eu esperava esse registro. Foi quando uns amigos meus, mais especificamente o Emanuel Mirdad, jornalista, uma figura a mil por hora, inscreveram o projeto do disco no programa da Secretaria da Cultura da Bahia e nós fomos contemplados. Fizemos o disco, que foi gravado totalmente em Salvador, com artistas de lá. Foi um processo muito interessante, o primeiro disco, com algumas dúvidas de ordem externa à própria música.

Como é que é isso?
"Ali usa-se tal microfone", algumas coisas que não são a música mesmo, de ordem técnica. Mas tudo bem, a gente se dispõe a fazer um disco e tem que respeitar alguns desses ditames. A direção de Luiz Brasil é mais uma parceria do que, exatamente, um direcionamento do trabalho. Fizemos tudo em consenso. Gostei do processo de feitura do disco porque foi uma vertente da expressão da amizade.

Mas, antes de chegar a esse disco, seu trabalho na Bahia já tinha uma representatividade, você já tinha composto para cantoras como Virgínia Rodrigues. Como foi sua iniciação musical?
Bom, a coisa mais antiga mesmo é compor. A exposição da composição é mais recente. São processos distintos. Uma coisa exige introspecção e a outra, extroversão. Acho que uns dois anos antes do disco, antes de começar a estruturar, a inscrever o projeto, foi que eu comecei, de maneira ininterrupta, a fazer shows em locais alternativos de Salvador. E a fazer algumas participações aqui e acolá, portanto experimentar um outro lado da composição. Virgínia (Rodrigues) começou a participar de alguns desses shows, no Teatro Gamboa, que é um espaço underground.

Com públicos pequenos, bastante vinculados aos artistas.
E aquela vista (da baía de Todos os Santos)... Virgínia participou ali, depois me convidou pra participar de alguns de seus shows. Aí começou a divulgar a música de que eu sou veículo noutros lugares. Até que surgiu o disco, que saiu independente. Coisa de quem gosta, porque ele acabou tomando rumos mais coerentes comigo mesmo.

Não teve uma orientação...
Pois é, nada focado num determinado fragmento do mercado, que esboça rótulos. Mas também é uma opção. Se a pessoa souber lidar bem com isso, ótimo. O negócio é não saber e se sentir vazio.
Sua música é de difícil classificação, parece que você está em busca de vários elementos.
Essa é uma boa questão. Quando me vem a oportunidade de compor, apesar de estar ali limitado a uma maneira de se expressar, ali também está toda minha liberdade. Eu não antecipo a intenção da composição. "Isso aqui tem que ser uma composição no idioma africano...". Eu interpreto a proposta da composição. É um processo inverso. Não há um preconceito para que eu componha.

É um estalo?
...Que dá e eu vou, decido e arrumo, porque a matéria-prima está na vida, nas ruas, nas pessoas, nas conversas, nos livros lidos e não lidos... Está nessas coisas. A matéria-prima para o processo criativo não é sempre metalinguística. Pelo menos para mim funciona dessa forma. Ao sentar e escrever alguma coisa, melodizar, compor, estão todos esses elementos. Não tem como ser uma vertente só de feitura, de roupagem. Porque são todas essas coisas reunidas. A única coisa comum é o tradutor, para onde se confluem essas vertentes. De fato, não há uma definição (de estilo), porque também não me proponho a isso.


No mesmo disco, há músicas de sonoridade muito diversa. Tem "Revência", sobre a presença mítica da água, e no final tem outra bem diferente, cantada com Virgínia Rodrigues ("Nzambi Kakala ye Bikamazu").
É. Tem um samba, "Do Alto", com o trompete de Joatan (Nascimento), que é uma coisa diferente dessas duas. O Roberto (Mendes) também participa de uma canção. Mas também é uma característica comum a alguns primeiros discos. Porque resulta do acúmulo de várias experiências de composição, várias fases, a despeito de eu não hierarquizar essas fases. Mário de Andrade dizia que se você tem um texto escrito há muitos anos e o desconsidera, é por vaidade. E se você o considera, também o faz por vaidade (risos)

Não tem saída!
Essa característica é um pouco comum aos primeiros discos. Suponho. Por outro lado, tem uma coisa dentro de mim que não tem esse privilégio por uma determinada maneira de compor a música. Sou servo dela. Até quando quiser, estou aqui.

A religiosidade não integra cada uma dessas músicas?
Sim. São poucas, mas uma das coisas que me classificam espiritualmente, uma coisa fundamental, é o fato de eu ser um religioso. Ser religioso é diferente de você estar vinculado a uma religião, embora eu esteja e tenha responsabilidade quanto a isso. Mas o que quero dizer é que minha vinculação com o ser religioso se deve a uma espiritualidade anterior a tudo. Agora, tenho responsabilidade com um determinado segmento religioso, que é o Candomblé, no qual eu tenho uma função específica, fazendo parte da equipe da sacerdotisa (Mãe Zulmira, do Terreiro Tumbenci, em Lauro de Freitas-BA), que este ano completa 70 anos de sua iniciação.

Ela abre o disco.
Abre o disco com sua fala. Essa é uma crença de foro íntimo. Acredito e prefiro acreditar que as coisas não se iniciam nem se encerram na gente. Dessa forma, a gente pode experimentar um respeito pela diversidade de seres. Prefiro acreditar, e creio, que as possibilidades artísticas não se iniciam em mim. E nem se encerram.

Isso lhe permite ser mais generoso?
É uma boa questão. Não sei. Mas, talvez, tentar ceder ao outro. É um desafio, principalmente depois da hipertrofia do homem moderno, no Ocidente. Não houve mais espaço pra nada, só há espaço pro sujeito. Fico tentanto não ser tanto assim. Aí a gente consegue dialogar. Uma vez cedendo, a gente consegue ser ouvido.
Gilberto Gil fala do quanto a religiosidade dele se transformou. Antes era voltado para o "eu", "Se eu quiser falar com Deus", mais individualista. Hoje ele se sente mais aberto. É um pouco isso pra você?
Pode ser. Agora, ressaltando que tem uma coisa específica também, porque fez parte do meu situar no mundo. Claro, em última instância, a gente tende ao amorfo, ao incolor, ao supracultural, etc. Só que para chegar a isso, a gente precisa de forma. É só não acreditar ou não credenciar esta cultura, esta expressão formal, como única possibilidade. Pode ser uma possibilidade para você, mas não credencie a essa possibilidade um totalitarismo. Então, eu tenho uma responsabilidade com a religião do Candomblé. Agora acho que todas as expressões religiosas e não-religiosas são igualmente credenciadas pela existência.
Mas, na Bahia, a recíproca nem sempre é verdadeira, principalmente por parte das igrejas neopentecostais, que atacam o Candomblé.
Ah, verdade! Esse é um assunto grave, que não tem acontecido só na Bahia, mas acontece lá com muita força, porque lá é um lugar de influência africana. Os adeptos das igrejas neopentecostais não sabem e lutam consigo. A expressão desse ódio é uma luta contra si mesmo, porque está ali enraizada uma expressão ancestral, antiga, e que inere ao comportamento das pessoas. E quando não se tem paz mesmo diante de sua angústia, pra dialogor sobre essa angústia... Por isso, essas pessoas se manifestam dessa forma.

Há um texto seu que critica o uso de cânticos do Candomblé na música baiana. Como isso ocorre em Salvador? Há muito proselitismo?
De uma religião que não é proselitista, o Candomblé. É uma religião de chamada interior. Sinto que algumas dessas pessoas não agem de má fé. Acham que vai ser bom para superar o preconceito contra as religiões de matriz africana. Só que acabam por perturbar algo que também precisa de pausa, de silêncio, de recolhimento. Porque se ficou com essa ideia de que tudo que é de negro é para ser extrovertido, expansivo, alegre e colorido. Mas nem tudo. Mesmo no Candomblé, há outros espaços ali que são do silêncio, dos iniciados, com um determinado tempo, com uma determinada função. Não é um negócio devasso.

Isso lhe incomoda na música baiana? Há muitas canções com "meu pai Oxalá"...
Tudo bem, eu acho ótimo que a gente recorra às nossas forças, acho maravilhoso, porque antes era tudo "Complexo de Édipo", de Electra... As pessoas dizem no catolicismo: "Ô, minha Nossa Senhora!". Pensar que as pessoas também clamam por forças culturalmente africanas é ótimo. A questão é o transporte de cânticos da liturgia ipsis litteris para um espaço que aquilo não diz respeito.

Descontextualizado?
É. Bom, quando a gente está no Abassá (o barracão), numa cerimônia pública - a minha responsabilidade no Candomblé é pelos cânticos e toques -, quando começa a tocar "dandalunda, maimbanda, coquê", já vi algumas reações de pessoas que nunca foram ao Candomblé e viram aquilo ali num outro contexto. E já levam aquele contexto para aquele espaço. Claro! É naturalíssimo que o façam. O Candomblé não precisa de proselitismo. Não precisa de nada disso. Só precisa de respeito.

Caymmi é um exemplo positivo? Ele se inspirava no Candomblé.
Sem dúvida. Um exemplo positivo é a canção "É D'Oxum", de Gerônimo e Vevé Calazans. "Nessa cidade todo mundo é d'Oxum". É uma maravilha em qualquer lugar do mundo. Agora, "dandalunda, maimbanda, coquê" ou "Maimbê, Maimbê, Dandá", sinceramente... Não. Não é assim. Cada coisa tem seu espaço. Uma vez uma pessoa me contou que foi para o ensaio de um bloco afro, há muitos anos, e estava todo mundo dançando uma música que era a bola da vez. Quando foram consultar a sacerdotisa, porque a música parecia com alguma coisa de Candomblé, ela disse: "Pelo amor de Deus! Essa música é de Axexê! (cerimônia realizada após o funeral de um iniciado)". Sabe? Não precisa. Chegue lá, sente-se e componha alguma coisa em cima disso. Transforme, interprete e compartilhe com os outros, mas acho isso esquisito. É só uma questão de que cada coisa tem o seu espaço.

Você já citou alguns nomes, mas, além da influência do Candomblé, da musicalidade dos rituais, quais os compositores essenciais em sua formação musical? Na Bahia, a cultura popular é forte, você acaba assimilando sem sentir, o erudito está proximo ao popular...
É verdade. Olha, eu quis aprender a tocar violão lá pelos 11, 12 anos. Pedi um violão a minha mãe. Ela até se espantou, porque eu nunca fui menino de pedir nada. Ela foi logo, antes que eu desistisse, comprar um violão. Mas eu só fui aprender com 14 anos. Sem dúvida alguma, João Gilberto e Tom Jobim foram a força motriz para que sentisse vontade de tocar violão. Eu ali tão atônico, né? E o primeiro disco que quis comprar, com 11 anos, foi uma coletânea que tinha lá Tom Jobim. Ouvi inúmeras vezes.

E o "Matita Perê"?
Eu adoro. "Matita Perê", "Urubu"... Incrível. Tenho um tio, Jorge (Moura), que é responsável um pouco por isso.

E seu avô...
Meu avô é músico. Hoje não toca mais, mas ele tem um ouvido incrível. Tocava chorinho. Com quem eu ouvi muito chorinho. Me lembro de, pequeno, ouvi-lo dizer: "Olha aquele baixo...". E eu não ouvindo nada. Mas, de maneira mais consciente, foi com meu tio, cunhado de meu pai, que toca violão também... Ele tem uma ligação com a música do mundo inteiro: a música árabe, celta, etc. Ele me aprensentou a diversas possibilidades. Aí foi uma loucura. Incrível. Ele é realmente incrível. Embora, durante essa fase inicial, eu sempre estivesse focado no que se chama de "música brasileira". Depois expandi para outros lugares. E mesmo a africanidade da música que eu componho vem mais da Bahia mesmo, do Candomblé, do que diretamente do continente africano. Aí fui elegendo algumas pessoas que eu tenho ouvir sempre, como Caymmi, que é uma dessas figuras que eu chamo de "atônicas".

Que é coerente, fez pouco mais de cem canções.
Isso, e está tudo dito. Isso tem tanto a ver com o não-ocidental, por não prezar pela quantidade...

Caymmi tem uma relação diferente com o tempo.
Essa relação de outra ordem com o tempo... Bem, Caymmi, (Egberto) Gismonti, que eu adoro, o próprio Jan Garbarek (saxofonista de jazz norueguês), que eu ouço bastante... Gosto muito de Ali Farka Touré, africano do Mali, de onde vem meu nome. João Gilberto continua sempre.

Com a música, você foi se desviando da carreira diplomática?
(risos) Desde jovem, a minha mãe, principalmente, pensava: "Poxa, você tem uma facilidade para aprender as línguas, se interessa por tudo... Podia ser uma boa seguir a carreira diplomática". Incorporei isso, né? Como eu gostava de tudo, então tudo bem. Cheguei a ir a Brasília, tenho familiares lá, para me informar melhor. Fui ao Instituto Rio Branco. Fiz alguns amigos, mas declinei dessa proposta, porque eu não seria feliz.

A música já tinha se imposto?
Eu acho. A primeira decepção para minha mãe foi quando eu disse que ia fazer filosofia na Ufba (Universidade Federal da Bahia). Fiz o curso que queria fazer e a música já vinha acompanhando. Eu escrevia poemas... Essa é a minha atividade mais antiga: escrever poemas. Mas houve uma substituição paulativa da poesia pela canção. Era natural, essa coisa pré-determinada, encerrada, engessada, como é a atividade do funcionalismo público. O diplomata é um funcionário público que não tem as liberdades e os poderes de intervenção.

Como ocorreu sua aproximação com a África, com a cultura africana?
Isso vem de casa, de minha mãe, que foi fundadora do movimento negro na Bahia e depois especializou-se na história da África, do primeiro curso de especialização lá do Centro de Estudos Afro Orientais (Ceao). Tinha uma tia que faleceu, Eugênia Lúcia, que era pioneira em muitas coisas da inserção e da consciência de Áfricas, as manifestações culturais, étnicas, comportamentais. Inclusive, a biblioteca do Ceao tem o nome dela. Dentro de casa, isso me influenciou. Eu era muito novinho, já sabia ler, e minha mãe ia para o Ceao, me levava, eu ficava correndo para lá e para cá. Como Piaget diz que a gente é o que é até os sete anos... (risos) Isso sempre esteve ali, desde essa fase.

Depois isso se direcionou para sua pesquisa musical...
E pessoal. Fui me interessando por algumas coisas, por alguns segmentos dessas histórias africanas, pelos idiomas... Ainda continuo muito interessado pelos idiomas de um modo geral. No Candomblé, a gente já utiliza alguns deles. Isso direcionou-se um pouco para a música, mas não foi um negócio de estar ali por estar... Os idiomas Kikongo e Kimbundo, principalmente. Embora eu não seja um exegeta, mas dá para expressar algumas coisas que anseio, alguns códigos. Para minha surpresa, o "Maçalê" é o primeiro disco com essas características...

Com canções em línguas africanas? Não tem precedente no Brasil?
Não conheço. Acho que não há. O que há são citações ou composições de artistas africanos. Citação de termos africanos no meio de uma canção lusófona.

A que você atribui isso? O Brasil é um país com influência africana elevadíssima. Por que até então não houve outro disco com essa marca?
É normal. É um país com influência africana, mas é um país colonialista. Trata-se de um país, como tantos outros, que hierarquizou os seus agentes históricos e constitutivos. Negros em condição de escravizados não podiam ter nada. Os índios, meu Deus... Ainda em situação pior!

Outro dia, o escultor e curador Emanoel Araújo disse que, ainda hoje, o negro não ocupa "um lugar" na sociedade brasileira, no sentido de proeminência política. Como evoluiu essa questão?
Tanto que ainda é novidade, não é? Não gosto do discurso do ressentimento, da vitimização, da dor, porque a gente não supera a dor, sentindo dor. Ou melhor: prolongando a dor. A gente sente que é descendente de uma força. Já há muitos documentos que mostram que os escravos quando condenados e chicoteados - isso são os algozes que relatam - davam um grito estranho, depois se calavam e ficavam na mais absoluta serenidade. Ora, a gente deduz que seja a incorporação de uma força, de um orixá, de um ancestral. Emitiam ali o seu ilá, o seu grito, e depois se serenizavam, para que o filho não sentisse dor.

A nação do seu terreiro é banto. Nas universidades, entre os estudiosos e os pesquisadores do Candomblé, ela é bastante relegada. A nação banto é discriminada pelas outras vertentes do Candomblé?
É o ser humano, né? (risos) É o ser humano... Condenado à picuinha mesmo. Porque houve um interesse desses estudiosos, (Pierre) Verger, (Roger) Bastide, Édison Carneiro, Nina Rodrigues - um interesse pelo Candomblé de linhagem ketu, com a afirmação da Bahia como um "Estado nagô", "nigeriano"... É e não é. Há muita coisa aí. Também com essa tentativa de reafricanização, com essa leva do povo nigeriano... Você não tem nem como afirmar isso. Nos portos, as etnias se misturavam. Mas, enfim, teria sido a última leva e por isso preservaria características mais puras. Quando se tem que reinventar uma tradição a partir de uma matéria prima com uma urdidura forte, isso, sinceramente, é o que menos importa.
O Candomblé é uma religião brasileira, indicada, direcionada, voltada, com os olhares e as atitudes voltados para o continente africano, uma parte desse continente. Mas foi uma reestruturação, uma readaptação. Até entendo algumas pessoas, diante de tanta negação, tanta dificuldade a essa tentativa de africanizar, inclusive o Candomblé, em vez de dar o peso da transcendência... É uma luta política distanciada da liturgia. Ou a gente se ocupa das referências devidas, que não veem a origem de ninguém, a cor de ninguém, nem a cultura, nada disso, ou a gente fica nas guerras políticas. Sinceramente, não gosto muito disso. Você falou de Gil, do agnosticismo em relação à religião... Eu tenho um agnosticismo a disputas políticas e a muitas coisas dos homens. Meu agnosticismo se dá em relação a coisas que a gente vê, não em relação a coisas que a gente não vê. É verdade... É um agnosticismo diante do que é supostamente evidente e provável.

O que motivou sua mudança para São Paulo?
Você sabe como é a Bahia desde a Tia Ciata... (risos)

Como diz Caetano, a Bahia "expeliu as Ciatas pra trazerem o samba pro Rio".
E aí vem Assis Valente, Dorival Caymmi, João Gilberto, Caetano, os tropicalistas, os Novos Baianos... Até hoje. É uma coisa intrigante. A nossa terra é caduciforme. Não tem mais aquela sanha voraz, aquela força centrífuga, pra triturar as coisas e sustentá-las, rearrumá-las, destrui-las, reconhecê-las, categorizá-las... Não tem essa força. É uma senhora.

Há um processo destrutivo dos seus talentos, de não reconhecê-los?
Tem, tem. O fato é que é um lugar muito específico, mas que não está dentro dos sistemas de funcionalidade (risos).

Mas continua como referencial para você?
Claro, sem dúvida, nunca saí de lá, a não ser para me mudar, no ano passado. Tudo aconteceu lá. A Bahia a que estou ligado não sei se tem lá ainda. A Bahia memorial, o terreiro do candomblé, o invisível, a própria dinâmica do mundo. A Bahia é o mundo. Já é uma outra coisa. É uma dinâmica tecnológica da imaterialidade do material. E a Bahia está dentro disso, com seus carros desordenados, com seus computadores...

Com seus gabaritos elevados na Orla marítima.
E os desmatamentos...

É um capitalismo tardio, um capital imobiliário, que entrou brutalmente na cidade...
Isso, que fica querendo tirar o atraso, de maneira devastadora, a ponto de você ouvir de alguém da prefeitura que tinha que desmatar mesmo, que era a evolução... Ainda com esse pensamento. O que fez com que o prefeito da cidade tivesse até, se não me engano, eu li isso, mudar de casa por causa da invasão de escorpiões. É o preço da evolução. É uma cidade que vivencia um pouco essa esquizofrenia. Salvo se nós considerarmos alguns sítios ali dentro e se nós tivermos um determinado olhar sobre as coisas de lá, a gente ainda consegue resgatar a Salvador com essas características tão faladas, tão mitificadas - e com razão. As coisas se estão esvaindo. Por isso que, para mim, não é um choque sair da Bahia e vir pra São Paulo. Não me choquei.

Há mais perspectivas de trocas profissionais?
Como sempre aconteceu, na verdade. Sempre vinha para cá mesmo, tenho amigos e as pessoas com as quais eu tenho contato por causa do trabalho. Até que foi natural me mudar para cá. Me sinto bem. É até melhor. Isso ajudou Caymmi a descrever a Bahia. Isso ajudou João Cabral a fazer "Morte e Vida Severina" em Sevilha.

E a memória nasce da distância, não é?
Às vezes é preciso se distanciar pra se aproximar. A proximidade é, às vezes, o símbolo da morte de algumas coisas. Coisas cuja chama, enquanto estamos vivos, queremos sentir.


Fonte: Terra Magazine.Foto: Bruno Senna/Divulgação.