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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Reconhecimento de Quingoma: Prefeitura participa de certificação da região.

A cidade tem mais um grande motivo para comemorar. Após completar 51 anos de emancipação política, o município teve o reconhecimento da região de Quingoma como território quilombola. A Prefeitura de Lauro de Freitas, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), participou do processo de certificação da localidade. No último dia 30 de julho, houve a publicação no Diário Oficial da União com a oficialização da área, através do processo nº 01420.003087/2013-11, registro nº 1.909, fl.127.
 
De acordo com a titular da Secult, Márcia Tude, a secretaria se empenhou bastante em auxiliar a representação de Quingoma nos trâmites necessários junto à Fundação Cultural Palmares. “Esse é um momento de muita felicidade para a comunidade, que há anos anseia por essa oportunidade. A Secult tem a honra de fazer parte dessa história”, pontua Márcia.
 
Para a presidente da associação de moradores de Quingoma, Rejane Rodrigues, o papel do Poder Público Municipal na obtenção da certificação da região foi fundamental.“Hoje Lauro de Freitas tem sua primeira comunidade quilombola reconhecida. A Prefeitura nos ajudou muito na realização deste sonho”, comenta Rejane.
Está sendo programada uma sessão especial na Câmara de Vereadores de Lauro de Freitas para a entrega oficial do certificado do reconhecimento da localidade de Quingoma como território quilombola. Fonte: DECOM PMLF.

domingo, 5 de maio de 2013

Nhá Chica: Igreja anuncia primeira beata negra do Brasil.


Filha e neta de escravos, a beata era analfabeta e ficou órfã ainda na infância




A Igreja Católica anunciou neste sábado (04) a beatificação de Francisca Paula de Jesus, a Nhá Chica. Ela é a primeira negra a ser declarada beata no Brasil. A solenidade foi realizada em Baependi, município mineiro que fica a quatrocentos quilômetros de Belo Horizonte. A missa de consagração foi rezada no Santuário Nossa Senhora da Conceição, onde estão os restos mortais de Nhá Chica, e contou com a presença de autoridades do Vaticano e o secretário-geral da presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, que representou a presidenta Dilma. O decreto de beatificação foi assinado pelo papa Bento XVI em junho de 2012. Em 2011, o Vaticano aprovou o registro de um milagre atribuído à beata.


A comissão de beatificação de Nhá Chica começou os trabalhos em 1989. Em 1991, o Vaticano deu a ela o título de Serva de Deus. O primeiro registro de milagre foi feito em 1995, por uma professora que diz ter sido curada de um problema congênito do coração na véspera de fazer a cirurgia. Em 2011, o papa Bento XVI aprovou as virtudes da religiosa e deu-lhe o título de Venerável. A comissão médica da Congregação das Causas dos Santos do Vaticano aprovou o milagre em outubro de 2011, concordando que não havia explicação científica para a cura da professora. A comissão de cardeais também confirmou o milagre em 2012.
Em nota divulgada ontem (03), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) destacou que a beatificação de Nhá Chica tem um significado muito importante para a Igreja. Filha e neta de escravos, a beata era analfabeta e ficou órfã ainda na infância. Devota de Nossa Senhora da Conceição, viveu na pobreza e na simplicidade, e dedicou sua vida para servir as pessoas, especialmente na tarefa de escutar e aconselhar. Seu cuidado com os mais pobres rendeu-lhe o título de “Mãe dos pobres”.
História
Francisca de Paula de Jesus nasceu no Distrito de Santo Antônio do Rio das Mortes, em São João Del Rey (MG) e foi morar em Baependi ainda pequena com a mãe, uma ex-escrava, e o irmão Teotônio. Em 1818, Nhá Chica, então com dez anos de idade, perde a mãe, que deixa também o filho Teotônio, com 12 anos. Ainda na juventude, era procurada para dar conselhos, fazer orações e dar sugestões para pessoas que lidavam com negócios na cidade.
Segundo o site dedicado à beatificação de Nhá Chica www.nhachica.org.br, a fama de santidade se espalhou e as pessoas começaram a visitar Baependi para conhecê-la, conversar com ela e pedir orações. Nhá Chica morreu no dia 14 de junho de 1895, aos 87 anos. Fonte: Agência Brasil.