quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Itinga: Moradores do Loteamento Vila Pedrita são esquecidos pelos políticos.

Os moradores do Loteamento Vila Pedrita reclamam do abandono por parte dos políticos.

A maioria se queixa das muriçocas.

Esgoto a céu aberto acomula lixo, insetos colocando em risco a saúde dos moradores.
 
Os moradores do Loteamento Vila Pedrita, no bairro de Itinga, reclamam do abandono por parte dos políticos. O local é de difícil acesso, sem estrutura, saneamento básico, sem asfalto, bastante mato e cheio de mosquitos que aterrorizam os moradores.
 
O cenário do local é pior de que certos interiores do Estado da Bahia. As pessoas que convivem lá, sem opção, enfrentam uma luta diariamente por não ter pra onde ir. São crianças, adolescentes, idosos, que muitas vezes só saem de suas casas quando há muita necessidade. Diante de várias queixas e reclamações a maioria se queixa da ação das muriçocas que não deixam o pessoal dormir assossegado.
 
Para Dona Ângela Neves (38), moradora do local há 11anos, as autoridades deveriam tomar uma providência quanto à situação do local: “É uma situação calamitosa para todos que moram aqui. Um carro fumacê, mesmo com aquele fedor horrível, aliviaria um pouco. Eu gostaria que as autoridades tomassem uma posição em relação a essa situação. Aqui não mora prefeito, prefeita, vereador, nem presidente, nem presidenta”- desabafa.

A situação é tão terrível que não tem como executar suas tarefas diárias por conta dos mosquitos. A raquete mata-mosquitos virou o esporte para todos, porém quando descarrega a situação fica ainda mais aterrorizante. Eles não sofrem apenas com as muriçocas, mas com muruins, baratas, ratos e muito lixo nos terrenos baldios.

Sr. Francisco descendo a ladeira, já perdeu as contas de quantas vezes caiu.

Sr. Francisco Moraes, de 86 anos de idade, já perdeu as contas de quantas vezes caiu nas ruas sem pavimentação e ladeiras de barro, cheias de pedras e buracos, muitas vezes de difícil acesso: “Ah meu filho, já perdi as contas de quantas quedas tomei aqui nesta ladeira. Agora, partindo para as muriçocas é um cardume! Ligo dois ventiladores, mesmo assim não é fácil não! Tem que ter um combate urgente!!! Não existe jeito pra isso não??? Penso que sim”.

A jovem Marine Reis, de 19anos, se diz chateada com toda essa situação que passam seus vizinhos e familiares: “Moro aqui tem oito anos, não por opção, mas por não ter condições. Eu e minha família moramos logo ali, no fundo tem um córrego, não tem nem ponte para passarmos. Ninguém ajuda. Para passar para a minha casa, tem que pular. Todos de minha família têm uma marca deste lugar. Minha mãe tem 51 anos de idade, já caiu, fraturou o joelho, deslocou a coluna e o pé. Minha irmã, como é gordinha, coitada, já caiu diversas vezes! Ela usa platina no braço por conta de uma dessas quedas. Fico muito triste com essa situação”.

Dona Jacirema e os netos: " Minha alegria aqui são os meus netos".

A situação fica ainda mais complicada para D. Jacirema Ferreira Silva (48), moradora há 20 anos. Com problemas de saúde, não pode bater inseticida nos mosquitos, por causa de deficiência respiratória, nem sair de casa por conta de deficiência nas pernas desde a infância: “Moço, eu sou deficiente. Eu não saio de dentro de casa, quando saio é carregada pelos vizinhos. A minha mãe de 86 anos é a mesma coisa e ninguém toma uma providência. Somos um povo esquecido dentro dessa Itinga. A minha alegria aqui, apenas são os meus netos”.

Os moradores também reclamam das taxas de esgoto cobradas pela Embasa no recibo de água, aonde nem sequer tem rede de esgoto. Eles afirmam que já fizeram inúmeras queixas, mas as taxas são continuam sendo cobradas. Uma declaração feita por eles é chocante. Segundo eles, desde a gestão do prefeito Pimentel que todos que entram e saem do governo, prometem e nada fazem. Outros falam que chegaram a ser chamados de invasores pela atual secretaria municipal de infraestrutura do município. Eles contestam, pois a maioria dos moradores compraram seus terrenos, suas casas a dinheiro, além disso, pagam água, energia e outros impostos que não deveriam pagar, porque não são beneficiados. É lamentável ver a indignação de um povo esquecido, apenas lembrado em época de eleições. Fonte: Por Adailton Reis.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Prefeita de Lauro de Freitas, se reune com comissão carnavalesca e define tema do carnaval no Centro.


A Prefeita de Lauro de Freitas Moema Gramacho se reuniu hoje dia, 28 de dezembro com a Comissão Carnavalesca do Centro da Cidade e aceitou o Tema do Carnaval 2012 : 50 ANOS DE PAZ , o tema lembra os 50 anos de Emancipação da Cidade e que a paz reine como sempre em nosso Município. Moema fez questão de receber o projeto já com a imagem do tema do carnaval e colaborar naquilo que estiver nos seus limites para a população.


A Prefeita deixou claro que em reunião com o Conselho de Cultura dia 07 de Janeiro, vai determinar o orçamento, e já deixou marcada outra Reunião com a Comissão para passar o orçamento do carnaval 2012 e disse que vai estar presente dia 20 de Janeiro no Concurso do Rei Momo e Rainha do Carnaval no Cine Teatro de Lauro de Freitas. A Comissão agradece a grande boa vontade da Prefeita para a construção do Carnaval 2012. Fonte: Artêmio Luz.


Bel Araujo Presidente da Comissão do Carnaval a Prefeita Moema Gramacho e alguns membros da Comissão Carnavalesca de Lauro de Freitas.

INDIGNAÇÃO DE UM SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL.

Oito anos se passaram do governo Fernando Henrique Cardoso sem que houvesse uma valorização significativa do funcionário público federal. Seu poder de compra diminuiu, sua qualidade de vida desabou nesses anos. Depois da gestão do PSDB, o presidente Lula, como uma das promessas de sua eleição e reeleição, defendeu aumentos justos para a classe do funcionalismo público. Entretanto isso, em suas duas gestões, não aconteceu como deveria. A classe concursada foi desprestigiada, o servidor público federal, atualmente, passa necessidades; seu salário torna-se cada vez mais reduzido frente à alta dos preços de alimentos, combustíveis, medicamentos e demais produtos básicos para a sua sobrevivência.

Hoje, de imediato, culpam a classe dos funcionários públicos pelo inchaço na máquina pública do Estado; culpam as contratações e os concursos que acontecem para dar um mínimo de qualidade para os serviços básicos disponibilizados para a população. Isso é uma deslavada mentira! Em verdade, os gastos da máquina pública estão mais associados aos já habituais desvios de dinheiro público, aos casos de corrupção, que estão vinculados aos cargos de confiança indicados pelos governantes. O servidor público federal concursado é confundido com os membros de uma quadrilha política que foram indicados para lavar, desviar, enfim, roubar o dinheiro do povo! É necessário não confundirmos a classe do funcionalismo público com essa corja indicada e financiada pelos próprios grupos políticos no intuito de um sistemático assalto à população. A própria mídia deve também ser mais responsável ao citar a classe dos servidores públicos em cargos de confiança (não do povo) ou cargos concursados – não se pode misturar o honesto com o ladrão, o servidor com o saqueador, o prestador com o imprestável.

Nesses cargos de comissão, vemos, além do saque, um mar de incompetência. Ministros incapazes ampliam seus gabinetes com pessoas não especializadas nas áreas devidas. E as mordomias que sustentam a própria classe política envergonham a decência de um povo que vê seu dinheiro extinguir-se em meio a tanta cobrança de impostos e juros abusivos.



Será que deveremos fechar as portas para os concursos? Será que deveremos contratar serviços terceirizados para economizar a máquina pública? A resposta é definitivamente não – e por determinados motivos. O primeiro deles é que nenhum cidadão honesto nesse país atesta qualidade nos serviços básicos disponibilizados pelo Estado. E isso é extremamente injusto para uma população que paga cada vez mais caro por esses serviços em forma de altíssimos impostos. Falta pessoal em diversos setores, faltam investimentos em qualificação, a massa de aposentados públicos federais é constantemente substituída por técnicos terceirizados sem experiência. Nesse sentido, é preciso continuar investindo no serviço público para que a assistência fornecida pela União seja adequada à população. O segundo motivo deve-se ao fato de as principais redes de trabalho terceirizado pertencer à classe de políticos sujos ou manter estreitas relações com esse grupo. A essa classe de políticos interessa o mau funcionamento do serviço público, pois garante a lógica da continuidade da sua empresa. Na terceirização, vemos dirigentes administrativos apadrinhados por políticos encherem seus bolsos e formarem uma quadrilha não para fornecer serviços de qualidade, mas para atrair o investimento público por meio de acordos nada corretos.

Vemos, constantemente, a incompetência administrativa, a falta de qualidade nos gastos públicos, o mau caratismo de grande parte dos políticos. Estou cansado! Que se garanta a continuidade dos investimentos adequados no serviço público federal; que se observe a carência dos aposentados do serviço público federal e que lhes dê dignidade para que possam sobreviver ou ainda que se garanta o retorno desses aposentados para que as trocas de experiências possam requalificar o trabalho de assistência à população. Meu nome é Joaquim Olímpio de Souza Neto, agente administrativo, e pertenço a uma geração de servidores públicos federais que se orgulha da missão de assistir à população. Não aceito ser comparado a um dos membros de uma quadrilha comandada por políticos desonestos que saqueia o povo. E não concordo com o desaparelhamento do serviço público federal para que poucos possam rechear os bolsos em troca da miséria de muitos. É preciso maior eficiência de um sindicato que muito arrecada e que pouco faz por seus representados.